8 de julho de 2009

leves, belas




Velinhas cantarolam seus últimos dias de vida com insultos rancorosos. Os doentes cantarolam com a alegria de ganhar a cura de seu sofrimento crônico. Os fiéis que seguiram o caminho torto, desesperados, porém, esperançosos de um perdão. Grandes artistas, com a dignidade de expressar seu fim com pinceladas habilidosas sobre o esboço à grafite. Os ignorantes, resmungando das perdas do desenrolar de suas vidas mal vividas. As crianças mal pensam em viver, apenas em brincar com suas miniaturas de modelos atraentes e seus carros equipados e muito coloridos de cinco reais e cinco centímetros. Os músicos, com a vontade de viver segundos mais, para chegar até o piano e lançar seu último acorde.

Felizes são vocês que em seu fim cantarolam sobrevoando as águas cheias de vida do alto-mar e, sozinhas com a velha e imensa beleza do amor em gotas esverdeadas.

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